Belíssimo!!
Os recursos ideológicos sempre suscitam maravilhosos discursos e estes tendem a multiplicar-se "disputando" um com o outro e formando uma arena eterna de discursos! Logo, eis aqui um espaço em que qualquer ideia é bem-vinda.
terça-feira, 30 de julho de 2013
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Carta para um amigo distante
Veja como é a vida! Não sou nem uma Lembrança, mas costumo ser consumida por ela. Em um ponto no tempo que é só meu, me pego presa às lembranças que tenho de ti. Algumas, já até perdeu a viveza; estão como papel desbotado que foi consumido pelos muitos períodos passados. Fora aquelas que não me sobrou a capacidade de inventar, existem alguns momentos em que determinadas canções, autores, livros e instantes refletem o teu rosto; sorridente às vezes, outras, sério a engendrar tuas reflexões. De igual modo, as mesmas canções e instantes, remetem-me às tuas piadas que, de sem graça na maioria das vezes, arrancavam meu sorriso; talento peculiar teu.
Tenho pra mim que talento é algo inerente a ti. É teu dom saber amar intensamente e, também, não saber amar; saber interpretar o mundo e filtrar o que de bom existe nele; saber transportar as pessoas e coisas para intermináveis páginas e fazer suscitar as entrelinhas, fundamentais, que poucos têm a capacidade de ver / ler; saber esboçar belos sermões que ligam as almas a Deus e as conduzem ao Céu.
Bem assim és, o “atleta” dos
extremos! Um ser humano condicionado, sensível e acolhedor e, ao mesmo tempo, à
parte a cronologia, és absoluto, severo e seletivo. Esta é a figura que desenho
de ti. Assim minha alma o pinta. Contudo, não és diretamente responsável pelo
devaneio de minha mente. Muitos de nós, seres humanos, vez ou outra, fica
cambaleando sobre a linha tênue que divide a sensibilidade e a loucura e leva a
alma a delirar inquieta pela falta que alguém faz.
Em alguns momentos parece que ouço tua voz interpretando alguma canção, aquelas que são teu retrato, e logo me lembro de ti; é como a conhecida raposa no meio do trigo recordando o principezinho. São devaneios provocados pela saudade que leva o âmago a chocar-se com a solidão que tua ausência provoca. Senti-me cativada e logo meu coração foi entregue a ti.
Em alguns momentos parece que ouço tua voz interpretando alguma canção, aquelas que são teu retrato, e logo me lembro de ti; é como a conhecida raposa no meio do trigo recordando o principezinho. São devaneios provocados pela saudade que leva o âmago a chocar-se com a solidão que tua ausência provoca. Senti-me cativada e logo meu coração foi entregue a ti.
Alguém antes de mim disse que amigo é coisa pra se guardar, debaixo de
sete chaves dentro do coração. Igualmente, continuas bem guardado no lado
esquerdo do peito independente do que dizem o tempo e a distância. Voaste, mas
no meu pensamento permaneceste. Portanto, aconteça o que tiver que acontecer,
passe quantas estações precisarem passar, mas qualquer dia, amigo, eu volto a te encontrar; qualquer dia, amigo, a
gente vai se encontrar!
(Liliana
Almeida)
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Mantendo a esperança frente às tempestades
“ E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem
estrelas, e caindo sobre nós uma não pequena tempestade, fugiu-nos toda a
esperança de nos salvarmos.” (Atos 27:20)
Em toda nossa trajetória
de vida, se considerarmos os verbos “sofrer”, “chorar”, “perder”, nos tempos
pretérito perfeito e/ou pretérito imperfeito encontraremos uma constante, seja
por um motivo ou outro. A vida é bem assim, às vezes chega com algumas interrupções
que parecem ser fatais. Não é por sermos filhos e servos de Deus que teremos
uma vida sempre ajustada.
Esta realidade nos inquieta sobremaneira! Os que já
experimentaram a amargura, especialmente, não desejam outra coisa que não seja
satisfação. Uma vida de percalços, opressões, misérias, desenganos, não é própria
para um cristão.
Enganamo-nos! Ao voltarmos nossa atenção para a bíblia,
encontramos um homem que tinha sua vida dedicada à causa do evangelho de Cristo
deparando-se com as mais terríveis situações e, tantas vezes, perigo de morte.
Lucas, relata em Atos 27 a trajetória deste servo de Cristo lutando pela
sobrevivência ao enfrentar a “fúria” de uma violenta tempestade que parecia não
ter fim. Cenário em que o sol e as estrelas foram constrangidos a não aparecer,
deixando, assim, o servo do Senhor e os seus companheiros sem esperança de
salvação.
As tempestades e as densas trevas afugentam a esperança! Elas
sugam a nossa força e sufocam-nos até fazer da dor, doença crônica; emoção
debilitada, pressão anímica e variadas inquietações passam a reger o nosso contexto
de vida. A esperança de nos salvarmos parece não existir. E agora?
“[...] A noite esfriou
/ o dia não veio / o bonde não veio / o riso não veio / não veio a utopia / e
tudo acabou / e tudo fugiu / e tudo mofou / e agora, José?” (Drummont)
Porém, o servo de Cristo, ainda em tempo, com toda força e
empolgação dadas pelo Espírito Santo, levanta-se e, com a alma já renovada,
diz: “Admoesto-vos a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de
nenhum de vós...” (v. 22).
Assim sendo,
parafraseando Santo Agostinho, podemos dizer: Só na graça da tua misericórdia,
ó Senhor, colocamos toda a nossa esperança!
(Liliana Almeida)
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Andarilho
Preso a um mundo, vagabundo;
Vagando por dias sem fim
À procura de um novo rancho
Ninho, repouso, morada, enfim.
Não conhece a crença, Deus?
Universo sem explicação, sem chão;
Estrelas, planetas, cometas, cosmovisão.
Pegadas presas em um mundo de cão.
É só miragem e assombração
Num eterno deserto de enganação
Rosto suado, cansado, perde a visão;
Morre o que bate no peito, coração!
(Liliana Almeida)
terça-feira, 4 de junho de 2013
A dor do que traiu
Um
simples homem, sem grandes perspectivas e concepção nenhuma de qual rumo teria
sua vida, de súbito, passou a experimentar caminhos diferentes dos quais nunca
havia trilhado. Corajoso e dono de uma espontânea motivação, permitira ao seu
coração o alento de palavras que, não só o comovia, mas o impulsionava a querer
adentrar ainda mais este caminho que, embora avisado, não possuía tanta noção.
Alimentou-se
do melhor banquete e a água que lhe saciava a sede oriunda da fonte que, em
estação nenhuma, cessava de jorrar. Titubeou nalguns momentos, porém, não
arrefeceu a totalidade de suas forças. Com humildade aceitou as advertências e
tomou nota das lições que lhe proporcionou crescimento e o conduziu ao
aprendizado. Assim, foi firmando sua identidade, sua crença; tornou-se
convicto.
O
tombo inesperado haveria de acontecer! O perigo jazia às portas! O medo
assuntava querendo roubar-lhe a “velha “ convicção; buscando equilíbrio em
alguma base firme, sentia os pés pesados arrastarem-se ao chão. E agora, o que poderia aquele homem fazer? Escondeu-se
para não ser reconhecido, entretanto, não observou o adentrar da madrugada que
tocava sua face fria.
Terrível
foi o choque que sofreu o seu coração ao ouvir o galo cantar! Imaginou os olhos
do seu melhor Amigo mirando seu olhar. A amargura feriu suas entranhas que, com
o coração dilacerado o fez chorar! Reduzido à solidão, sem base que o pudesse
sustentar, sentindo-se uma ignóbil criatura resignou-se ao silêncio, ao pensar.
Suicidar-se?
Jamais!
Com
verdadeiro arrependimento, superou a si mesmo, retomou seus passos e recobrou
sua identidade, tornando-se, sem hesitar, um legítimo e fiel seguidor daquele a
quem traíra; daquele que foi seu Caminho, Verdade e Vida, por toda estadia até
que a terra lhe amparou e o céu o acomodou.
(Liliana
Almeida)
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Uma releitura da leitura contemporânea
Tomamos como pressuposto, nesta
oficina, a concepção de que a leitura deve ser um ambiente de interação e
integração. Uma interação que ocorre entre o autor, o leitor e o tema proposto.
Comumente, ouvimos falar sobre a
importância da leitura na vida de homens e mulheres. Freqüentemente, fala-se da
necessidade de cultivar o hábito de leitura entre adolescentes, jovens e sobre
o papel da escola na formação de leitores capazes. Concordamos e, também,
assumimos tal discurso, mas precisamos enfatizar discussões como: O que é ler? Para que ler? Como ler? Há uma gama de respostas a estas perguntas,
todavia nos inquietamos com o desprazer que alguns sugerem existir no processo
de leitura.
A leitura de um texto exige muito
mais que o simples conhecimento ou respostas que definam o que é ler, para que
ler e como ler. O leitor é levado a invadir uma série de estratégias, tanto de
ordem linguística como de ordem cognitivo - discursiva. Tais estratégias como
fim, levantar hipóteses, validar ou não estas hipóteses, tentar preencher as
lacunas que o texto apresenta, ou seja, ler é participar ativamente na
construção de sentido existente o texto. O leitor precisa ser convencido de que
ele é um “estrategista”, interagindo na, com e pela linguagem.
[...]
(Parte de um trabalho apresentado no primeiro semestre de 2010 turma de Letras da Faculdade Anhanguera - Francisco Heraldo / João Batista / Liliana Almeida / Neuzi Toledo)
Minha Sorte
“Só fechamos
os olhos e confiamos se soubermos acreditar na mão que nos segura.”
(Trecho de
Cartas entre amigos – Pe. Fábio de Melo e Gabriel Chalita)
Setembro de
2012, quando estava distraída e crente que a vida seguia normalmente, fui
acometida, se súbito, por uma doença que me levou a ficar hospitalizada e a
parar minha vida por uns meses.
Deparar-se
com a fragilidade da vida, olhar-se no espelho e sentir que tudo estar mais
limitado do que o entendimento sempre sugeriu, deitar sem a certeza que o
amanhã existirá (embora o amanhã não seja certo, acreditamos que é e o
projetamos), nos faz sentir sem poder nenhum; nossa vontade fica condicionada à
misericórdia e amor de Deus. Ficamos como crianças indefesas almejando os
braços do Pai. (claro que esta é minha experiência, não uma verdade universal).
Passado
cinco meses, sob constante cuidado, abraçada à insegurança e incerteza,
tentando manter a saúde da mente, uma vez que a do corpo parecia escapar-se às
mãos, eis o regozijo:
Assim como repentinamente adoeci, alcancei, de repente, a
graça esperada: estou totalmente recuperada! O meu sangue corre puro nas veias.
Estou curada!
Agradeço a
Deus por a recuperação de minha saúde.
Agradeço a
todos que dedicaram alguns minutos de seus tempos e oraram por mim.
(Liliana
Almeida, 26 de Fevereiro de 2013)
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