quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Basta!


Não basta ser cordial, tem que ser requintado.
Não basta ser amigo, tem que ser devoto.
Não basta ter fé, tem que ser fanático.

Não basta ser suplente, tem que ser ‘estepe’.
Não basta sorrir, tem que ser palhaço.
Não basta ser inteligente, tem que ser erudito.

Não basta ser simpático, tem que ser cativante.
Não basta ser bom, tem que ser magnífico.
Não basta ser muito, tem que ser tudo.

Não!  Basta!



(Liliana Almeida)


Decepção

Minha gratidão vai a você:

Você que nunca foi fonte de inspiração aos meus poemas!
Você que ao cruzar meu caminho e me saudar com “bom dia”, não se fez notório.
Você que jamais chamou minha atenção com o seu olhar, seu sorriso, seu andar.
Você que nunca gozou de minha consideração e que nunca soube como de mim se aproximar.
Você que mesmo presente parecia ausente por tua expressão não impressionar.
Você que de tão ordinário, não possuía palavras a me encantar.
Portanto, obrigada! São pessoas como você que nunca irão decepcionar!




A decepção existe quando depositamos confiança, admiração, afeto.
Quando deixa de existir a fidelidade, cumplicidade, respeito.
E não há ninguém mais versado em nos desapontar do que aqueles que mais próximos de nós estão. Do que aqueles que mais nos conhecem, que sabem de nossos pormenores, de nossas fraquezas, de nossos assombros.

É assim que é.
Se não quisermos ser decepcionados, vivamos ao ermo.


(Liliana Almeida)